Em um mundo em que falamos tanto da qualidade de vida, da gestão de pessoas, do equilíbrio entre corpo e alma e tantos outras linhas de pensamento importantes, também nos deparamos com a triste realidade que é a da vida corporativa, quando permitimos que outros tomem posição decisória em nossa vida também por pura inércia nossa.
Há algum tempo observo que dia após dia muitos de nós almejamos a posição de executivos de grandes corporações, por ter pacotes de beneficios interessantíssimos, possibilitando um status junto a sociedade e deixamos de notar a importância em cuidarmos dos conceitos tão disseminados teoricamente, mas tão pouco aplicáveis em nossas vida, pois delegamos a corporação essa responsabilidade.
Em meus anos de vida corporativa, assim como em contato com pessoas do meu networking onde pude participar da vida deles no mundo profissional, percebi que nos ausentamos da responsabilidade de liderar a nós mesmos. Por favor não generalizem a minha conclusão.
Eu me deparei com excelentes profissionais ao longo da minha carreira, que em decorrência da mudança estratégica da corporação, a queda de desempenho, aposentadoria ou em situações que apesar de serem profissionais excepcionais tinham incompatibilidade com a gestão direta tiveram que deixar o cargo e respirar ares novos. Isso pode ocorrer com qualquer um.
É nesse processo de transição, onde normalmente nós somos absorvidos por sintomas muito peculiares que provavelmente você já deve ter notado entre amigos e conhecidos ou vivido na própria pele, que passo a expor.
Ao ser desligado e ter que entregar na empresa todos os objetos fornecidos para a prática de sua atuação profissional, o ex funcionário recorda que usou como sendo seu o celular da companhia ao qual prestava serviço, assim sendo muitas vezes perde toda sua agenda telefonica, tal qual como muitos contatos que ali estão, por não ter a sua própria linha telefônica.
E o computador onde tem além dos arquivos de seu antigo trabalho, também contém todas as fotos suas, inclusive o do último final de semana, seus textos, imposto de renda, arquivos pessoais. E agora o que fazer?
Para cargos de confiança e atividades de atuação comercial, muitas empresas beneficiam com carro, permitindo uma comodidade maior aos seus executivos, podendo ou não permanecer com o veiculo no final de seu contrato. Nesse ponto alguns profissionais percebem que não poderiam manter essa possível propriedade com recursos próprios pois passaria a arcar com o consumo significativo de combustível, com os impostos e altos custos de manutenção e entram em depressão, que agrava aos que tinham como circulo social apenas pessoas da empresa e muitas acabam por afastam se, não por ingratidão ou desinteresse, mas em decorrência do seu dia-a-dia.
Esse profissional fica imerso em um profundo choque, pois acaba perdendo o sua "identidade" de quem ele é. No dia anterior andava de Land Rover do ano, no dia posterior tem que pensar na possibilidade de adquirir um carro popular. Precisa agilizar para continuar em sintonia com o mundo, providenciando uma linha celular e uma conta de e-mail, retomar antigos contatos e têm que formatar o currículo onde as informações constavam em um arquivo do notebook.
É como estivesse perdendo a prancha que era o objeto que permanecia com sua vida sã e salva. Precisando boiar ou dar boas braçadas para chegar até o continente.
Sua condição emocional muitas vezes é prejudicada, pois por mais habilidoso, qualificado e experiente que esse profissional seja, acaba por sentir perdido em um oceano perigoso.
E você que lê esse texto têm seus contatos salvos em uma linha telefonica sua que é conhecida por seus conhecidos? Seus arquivos pessoais estão em seu computador particular? O status adquiridos por beneficios da empresa podem permanecer caso encerre seu contato ou decida por sua saída?
O interessante é que na vida são as atitudes que modificam o status e nos permite re-adequar para as novas possibilidades. A principal lição é notarmos que a pessoa mais importante em todo esse processo é VOCÊ, pois é único e merece ser feliz, assim sendo o Suce$$o apenas brilhará ao atuar preventivamente e isso depende exclusivamente das suas escolhas, afastando traumas, revoltas e tomando a direção da sua vida, tenho certeza que todos os profissionais, antes de ocuparem seu lado profissional são pessoas capazes de fazer a diferença primeiramente em sua vida e depois com certeza farão a diferenças nas empresas que atuam ou atuarão.
Você está vestindo seu eu verdadeiro ou seu eu camuflado? Reflita!